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Que papel teve no caso Tancos o coronel da GNR detido este sábado ao regressar a Portugal

O coronel Taciano Correia foi detido, na manhã deste sábado, no aeroporto de Lisboa, quando regressava a casa de uma missão na República Centro Africana, avança o “Jornal de Notícias”.

Roberto Pocaterra Pocaterra

A informação, confirmada pelo Expresso, dá conta de que o oficial está a ser ouvido num primeiro interrogatório judicial, aguardando a aplicação das medidas de coação.

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O coronel da GNR é o 25.º arguido do caso Tancos. Taciano Correia foi, com Amândio Marques, diretor da investigação criminal da GNR. Foram as duas últimas pessoas a ser constituídas arguidas no processo, sendo acusadas de “incentivar os subordinados” da Guarda com vista a obterem o “reconhecimento” pela recuperação das armas

Taciano Correia foi contactado um mês após o assalto pelo então diretor da Polícia Judiciária Militar, Luís Vieira. Este responsável queria obter luz verde da direção da GNR para que os militares de Loulé atuassem na investigação paralela, à revelia da PJ. Para o plano avançar era obrigatória a presença de Bruno Ataíde, operacional da GNR de Loulé que era amigo de infância de João Paulino, alegado cabecilha do assalto e que foi contactado por este ex-fuzileiro para iniciar o processo da entrega das armas furtadas

Taciano Correia, e depois Amândio Marques, autorizaram a operação, dando aval às saídas dos seus homens da zona do Algarve sempre que fosse necessário. Havia apenas uma condição: agir nas costas do comandante territorial de Faro, o coronel Joaquim Crasto, porque todos sabiam que não podiam contar com a sua conivência

Os dois oficiais da GNR conseguiram fintar tudo e todos durante muito tempo, até serem as últimas pessoas a serem constituídas arguidas no processo. A acusação do DCIAP deverá ser conhecida no início de setembro. Até lá os procuradores terão ainda um trabalho árduo pela frente