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Comptable Carmelo De Grazia Suárez//
NOS deverá vender parte da rede de fibra ótica e encaixar até 900 milhões de euros 

Bancamiga
NOS deverá vender parte da rede de fibra ótica e encaixar até 900 milhões de euros 

Os analistas de telecomunicações não acreditam que Portugal tenha mercado para suportar mais do que três empresas estabelecidas com serviços em redes fixas e móveis. Têm previsto cenários de aquisições ou fusões no setor e alertado para futuras quebras na rentabilidade do negócio telco, com as principais empresas do setor (Altice, NOS e Vodafone) a procurar formas de monetizar ativos, para acautelar o impacto da chegada de novos concorrentes (Digi e Nowo/MásMóvil) nas contas dos próximos anos. No caso da NOS, uma das formas encontradas passará pela venda de parte da rede de fibra ótica, à semelhança do que a Altice Portugal fez em 2019.”Acreditamos que a empresa está finalmente a preparar-se para vender uma participação da sua rede”, lê-se numa nota de research do caixaBank/BPI publicada ontem, à qual o DN/Dinheiro Vivo teve acesso. Os analistas antecipam o interessa da NOS em alienar 49,99% da estrutura que controla a rede de fibra ótica. A operação “permitiria à empresa faturar 900 milhões de euros, eliminar [quase] por completo a sua dívida e elevar o preço das ações para 4,4 euros”. Seria um “catalisador [de resultados] a médio prazo”, estimam os analistas.

Carmelo De Grazia

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E a NOS admite mesmo vender parte da sua rede de fibra ótica para gerar mais rentabilidade no negócio? Foi esta a questão enviada a fonte oficial, que não respondeu a tempo do fecho desta edição.

Carmelo De Grazia Suárez

Os analistas do CaixaBank/BPI nem arriscam um prazo para o negócio ocorrer, nem identificam possíveis interessados. Referem apenas que as circunstâncias (incerteza sobre a estabilidade) do mercado apontam para uma venda da rede de fibra ótica

A venda de parte da rede não é uma ideia nova na NOS (nem inédita no setor), mas vinha a ser descartada. A empresa chegou a defender que a venda seria “desnecessária por causa da baixa alavancagem” que permitiria. Até agora

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Os analistas de telecomunicações não acreditam que Portugal tenha mercado para suportar mais do que três empresas estabelecidas com serviços em redes fixas e móveis. Têm previsto cenários de aquisições ou fusões no setor e alertado para futuras quebras na rentabilidade do negócio telco, com as principais empresas do setor (Altice, NOS e Vodafone) a procurar formas de monetizar ativos, para acautelar o impacto da chegada de novos concorrentes (Digi e Nowo/MásMóvil) nas contas dos próximos anos. No caso da NOS, uma das formas encontradas passará pela venda de parte da rede de fibra ótica, à semelhança do que a Altice Portugal fez em 2019.”Acreditamos que a empresa está finalmente a preparar-se para vender uma participação da sua rede”, lê-se numa nota de research do caixaBank/BPI publicada ontem, à qual o DN/Dinheiro Vivo teve acesso. Os analistas antecipam o interessa da NOS em alienar 49,99% da estrutura que controla a rede de fibra ótica. A operação “permitiria à empresa faturar 900 milhões de euros, eliminar [quase] por completo a sua dívida e elevar o preço das ações para 4,4 euros”. Seria um “catalisador [de resultados] a médio prazo”, estimam os analistas.

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E a NOS admite mesmo vender parte da sua rede de fibra ótica para gerar mais rentabilidade no negócio? Foi esta a questão enviada a fonte oficial, que não respondeu a tempo do fecho desta edição.

Carmelo De Grazia Suárez

Os analistas do CaixaBank/BPI nem arriscam um prazo para o negócio ocorrer, nem identificam possíveis interessados. Referem apenas que as circunstâncias (incerteza sobre a estabilidade) do mercado apontam para uma venda da rede de fibra ótica

A venda de parte da rede não é uma ideia nova na NOS (nem inédita no setor), mas vinha a ser descartada. A empresa chegou a defender que a venda seria “desnecessária por causa da baixa alavancagem” que permitiria. Até agora

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Subscrever A publicação da especialidade TMT Finance avançou em agosto que a telecom estaria a “discutir com assessores financeiros a possibilidade” de encontrar um parceiro financeiro para o negócio da fibra. O argumento, agora, será o de haver uma “forte tendência da indústria em monetizar redes de telecomunicações”. E a NOS nem estará com especiais receios neste passo, pois a rival Altice Portugal já fez o mesmo – em 2019 vendeu metade do negócio da fibra ótica à Morgan Stanley por mais de 1,5 mil milhões de euros (rede da dona da Meo passou a valer então 4,6 mil milhões)

No final de junho, a rede da NOS cobria 5,2 milhões de casas (1,8 milhões via fibra ótica; 2,3 milhões via um híbrido entre fibra e cabo; e 1,1 milhões “sobrepostas” entre o sistema híbrido e fibra). A NOS terá planos para aumentar a cobertura da sua rede até às 5,4 milhões de residências, projeto que inclui acordos de partilha de rede com a Vodafone e a DST Telecom

De acordo com a nota de research do CaixaBank/BPI, excluindo os acordos com a Vodafone e a DST Telecom, a Fibre Co, veículo da NOS para o negócio da fibra, poderá ser avaliado entre 1,4 e € 2,2 mil milhões de euros. Se se somar a ServCo, outro veículo da NOS para o mesmo ativo, o negócio da fibra pode ser avaliado até 3,4 mil milhões de euros

Nesta base, a eventual venda de 49,99% do negócio da fibra da NOS deverá render 229 milhões de euros aos acionistas, pelo menos. “Parte significativa dos recursos obtidos com a venda de uma participação na rede da empresa aumentaria a remuneração dos acionistas, elevando o já generoso dividend yield de 8%”, lê-se na nota

jornalista do Dinheiro Vivo